"POR UN PLANETA LIBRE DE CONTAMINACION"

 

Governo do estado vai instalar 17 câmeras de vídeo no campo e imagens ficarão disponíveis na internet

Claudio Motta

Publicado: 27/05/12 – 23h26
Atualizado: 27/05/12 – 23h26
ESTUFAS INSTALADAS pelo Rio Rural em Teresópolis: cidade será a primeira a receber câmeras Foto: Divulgação

ESTUFAS INSTALADAS pelo Rio Rural em Teresópolis: cidade será a primeira a receber câmeras Divulgação

RIO – Pequenos produtores rurais do estado vão estar conectados à Rio+20 em tempo real. A partir da conferência, em junho, pelo menos 17 câmeras em três localidades vão mostrar o cotidiano do campo. Além de ensinar às crianças que leite não nasce em caixa nem frango, congelado, o já apelidado “BBB rural” alimentará com imagens técnicos e ambientalistas.

Para o governo do estado, a iniciativa aumenta a transparência dos seus investimentos, uma vez que qualquer pessoa terá como observar os resultados do dinheiro investido. Bastará acessar o site www.microbacias.rj.gov.br.

A transmissão de imagens faz parte de um programa mais amplo, o Rio Rural, no qual Banco Mundial e estado investirão US$ 300 milhões até 2018 em 200 localidades. Com o aparato de telecomunicações, será possível enviar os dados meteorológicos colhidos nas 30 estações que já estão em funcionamento. A promessa é criar novas unidades climáticas em todas as comunidades rurais beneficiadas pelo projeto.

Antenas amplificadoras de sinal de celular aumentarão a cobertura tanto para conversas telefônicas como para acesso à internet. A tecnologia permitirá melhorias na transmissão de alertas de emergência, como os avisos de perigo de deslizamento de encostas.

Estão previstos, ainda, investimentos em saneamento rural e a eletrificação do campo. O Rio de Janeiro, de acordo com o secretário estadual de Agricultura e Pesca, Christino Áureo, já conseguiu ser o primeiro estado a universalizar a energia.

— Desenvolvemos a agricultura sustentável em cerca de 200 bacias hidrográficas, de um total de 490 diagnosticadas. O Rio precisava de um modelo para substituir o que dominou o campo até os anos 1970: café na encosta e cana com alto impacto ambiental — disse o secretário de Agricultura e Pesca, Christino Áureo. — Estamos trabalhando desde 2007, mas agora temos resultados mensuráveis, não apenas na recomposição da vegetação das margens de rios como a instalação de seis mil fossas, instaladas em mais de dez cidades. Aguardamos o dinheiro do Fecam, R$ 9 milhões, para o saneamento coletivo de vilas rurais com até cinco mil habitantes.

A primeira localidade que deverá receber câmeras deverá ser a que fica próxima ao Rio Bengalas, em Teresópolis. O agricultor que receberá os equipamentos sofreu muitas perdas durante as chuvas de janeiro de 2011. No local, serão monitorados dois projetos: a recuperação da vegetação da margem do rio e o plantio em curva de nível, que reduz a erosão do solo. As câmeras são móveis e poderão ser deslocadas para cobrir diferentes áreas.

Outra ferramenta tecnológica do Rio Rural que promete melhorar a produção e preservar o meio ambiente é o simulador. A engenhoca, que faz lembrar um videogame, é capaz de rodar modelos matemáticos com os quais especialistas calculam os impactos de diferentes técnicas agrícolas em determinados solos.

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